quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

De ao do


De tudo ao tédio
do luxo ao lixo
do sono a insônia
do grito a surdez
da luz a escuridão
da vitoria ao fracasso
da porta ao cadeado
de um rosto a uma dor
de um sol a uma chama
de uma queda para vários arranhões

sábado, 12 de janeiro de 2008


Guardo as pedras em meu bolso, desço as escadas dobro a esquina das rosas subindo a calçada de espinhos, paro enquanto é tempo de olhar aquele rio de fotografias jorrando águas de saudade de um tempo inocente sem mentirar nem verdades onde tudo era o meu vivido tocado em notar de yan tiessen.
sem mais delongas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Cobertura em teto solar


Daqui de cima queria não enxergar as pilhas destroçadas de minha estima por falta de promessas compridas de palavras certificadas e e feitas do jeito que foi falada.
Daqui de cima o Inferno parece mais gelado quando tudo que se fala consegue ser distorcido por argumentos que usam suas asas em volta de minha cabeça estourada com o pus da dor.
E insistir em falar na derrota que tira férias semanais e volta para casa na hora do jantar com apetite absurdo e esculhambativo de minhas forças.
É tão vulnerável que chega a tornar se vulgar!
O mundo exclui através do gritos que ecoam
aqui em cima. Lágrimas tornam se rios banhados
incertezas de um nado oposto a correnteza.